Os maiores mitos sobre People Analytics

Os 5 maiores mitos sobre People Analytics

Resumo do artigo para você que está sem tempo

Neste artigo, abordamos os principais mitos que cercam o People Analytics e o que essa ferramenta realmente não é capaz de fazer pelo setor de Recursos Humanos.

Apesar de tornar o RH mais estratégico, o People Analytics não prevê comportamentos no nível individual, não toma decisões sozinho e não oferece certezas absolutas. Toda análise gerada pelo sistema possui margem de erro e ainda depende da interpretação humana para gerar valor real.

Além disso, resultados imediatos são ilusórios: só a etapa de coleta e organização dos dados pode levar de um a três meses, e projetos completos podem se estender por até seis meses. Encarar o People Analytics como ciência, e não como solução mágica, é o primeiro passo para usá-lo de forma eficaz.

People Analytics é uma ferramenta fantástica que promete – e cumpre! – tornar o RH mais estratégico Porém, não se engane: ela não vai fazer todo o trabalho por você. Quando discutimos sobre ciência de dados e análise preditiva aplicada à função de recursos humanos, é comum nos depararmos com a falsa ideia de que o sistema de inteligência artificial vai resolver todos os problemas que afligem o profissional de RH. Não é bem assim. People Analytics é ciência, não mágica – e eis o que esse recurso NÃO pode fazer pela sua empresa:

Prever no nível do indivíduo

A tecnologia é desenvolvida para gerar previsões acerca do comportamento de um grupo demográfico, o que significa que, para fazer análises, é necessário uma amostragem significativa. Por exemplo, se na sua empresa só há um diretor financeiro, não é possível antecipar em quanto tempo ele deve ser promovido. People Analytics requer representatividade!

Tomar decisões

Justamente por não gerar previsões no nível do indivíduo, a análise de dados de RH não entrega uma resposta pronta. No fim do dia, você terá que fazer as escolhas. As pessoas precisam conscientizar-se de que a máquina não toma decisões – ainda – e que, por isso, os seres humanos precisam saber ler, interpretar e discutir as informações geradas pelo sistema. Pense em People Analytics como uma forma de ter mais embasamento para decisões estratégicas, e não como um guru.

Dar certezas absolutas

Apesar de indicar uma probabilidade e uma direção, o sistema tem uma margem de erro – e, infelizmente, muitos profissionais que estão lidando com análise ignoram esse aspecto. O algoritmo pode gerar um relatório que prevê que a probabilidade de um grupo pedir demissão nos próximos seis meses é de 90%, mas se a taxa de erro for de 30%, o grau de confiança acaba caindo. Por isso, lembre-se: não se deve tomar um resultado como valor absoluto.

Gerar resultados imediatos

A primeira etapa de um projeto de People Analytics é identificar os dados disponíveis e onde eles se encontram para, posteriormente, reuní-los em um só lugar. Só essa fase pode levar entre um e três meses, ou seja, não espere resolver as questões de RH da sua empresa em apenas trinta dias. Nos melhores cenários, aqueles em que os dados estão organizados – uma miragem, eu diria -, a análise pode levar de um a seis meses, dependendo da complexidade do projeto.

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